As transformações sociais pelas
quais passamos nas últimas décadas também desencadearam mudanças nas relações
de trabalho. O conceito de competência foi ampliado e hoje ser competente não
significa apenas demonstrar o conhecimento técnico exigido pela profissão, mas
também ter autonomia para solucionar problemas e disposição para participar
ativamente no ambiente de trabalho, tomando decisões e assumindo
responsabilidades com base no trabalho em equipe.
Em outras palavras, qualificação esta baseada no conjunto de capacidades técnicas, mas principalmente na capacidade de organizar, coordenar, inovar, agir em situações nem sempre previsíveis, decidir e cooperar com a equipe de trabalho. Essas competências, construídas mediante aprendizagem em situações de trabalho ou não, configuram-se hoje como indispensáveis para o profissional garantir seu lugar ao sol.
A pergunta-se que se faz é:
"Como adquirir todas essas competências de caráter técnico, pessoal,
social e participativo?". É claro que a vida se incumbe de ensinar a cada
um, dentro de seus círculos sociais, muitas dessas competências, porém nosso
objetivo aqui é repassar algumas técnicas, estimular o desenvolvimento das
capacidades sócio-comunicativas dos futuros, uma vez que aprender a se
comunicar e a viver em grupo também implica novas responsabilidades sociais.
Habilidades como saber se
comunicar, negociar no grupo, apresentar as próprias idéias, discutir, ser
curioso, saber ouvir, valorizar a opinião dos membros do grupo e perceber como
a diversidade de visões sobre um mesmo problema enriquece uma discussão são
atributos indispensáveis para o processo do trabalho em equipe.
É preciso saber que não há
espaço para individualismos no trabalho em equipe. Toda atividade é entendido
como resultado de um esforço conjunto e, portanto, as glorias e os fracassos
são de responsabilidade de todos os membros da equipe e não de um único membro.
O sentido de equipe nasce da integração individuo/organização, evidenciada pela
adesão espontânea aos compromissos e metas, sem a imposição de valores ou
procedimentos. Só existe equipe quando todos conhecem os próprios objetivos e
as metas da empresa e desenvolvem uma visão critica a respeito do desempenho de
cada um e do grupo.
No trabalho em equipe, quando um
perde, todos perdem; quando um ganha, todos ganham; quando todos cooperam, fica
mais fácil realizar as atividades e os serviços ganham em produtividade e
qualidade.
I -
ENTENDENDO O TRABALHO EM EQUIPE.
É muito comum ouvirmos que no
dialogo reside o segredo do trabalho em equipe. Do dialogo emergem idéias e
emoções; através dele as pessoas se aproximam e se consegue chegar a soluções e
entendimentos. Se quisermos a cooperação de uma pessoa, precisamos cativá-la de
forma a despertar sua confiança. E só conseguimos isso por meio do dialogo, da
conversa.
É importante ressaltar que os
interlocutores podem ter (e quase sempre têm) formas diferentes de
entendimento. E é nesse ponto que uma "negociação" se faz necessária.
O resultado do trabalho em equipe de pende da capacidade de negociação e de
argumentação das pessoas envolvidas, o que implica saber ouvir e ceder diante
de razões bem fundamentadas, dados convincentes, informações fidedignas e
experiências referendadas. No trabalho em equipe, o dialogo deve estar presente
o tempo todo, porque, embora as metas do grupo sejam comuns, as idéias nem
sempre são convergentes. Pontos de vista diferentes podem ocasionar animosidade
e discussões e, muitas vezes, descambam para o terreno puramente pessoal.
Nesses casos, a conversa acaba gerando um bate-boca improdutivo, que só pode
ser contornado se os membros da equipe tiverem como meta estabelecer acordos,
tendo como guia os objetivos da empresa.
II - COMO
TRABALHAR EM EQUIPE.
• Discutir
exclusivamente idéias: um bom
profissional busca idéias e discute idéias; evita questões pessoais no trabalho
em equipe e considera apenas propostas concretas.
Buscar um diálogo
competente: os argumentos
devem sempre ser apresentados de maneira clara, para que possam ser entendidos
e discutidos pelas partes.
• Não temer o conflito: o bom líder ou membro de equipe deve saber lidar com o s conflitos e administrá-los com firmeza e habilidade. Os conflitos acabam sempre acontecendo e isso é saudável, desde que se saiba tirar deles melhor proveito para o sucesso da negociação. Conflitos não significam desavenças, mas diferentes pontos de vista.
• Saber ceder: fazer concessões em nome do
grupo é uma atitude natural dos que trabalham em equipe. Desse modo, consegue
também aceitação e aprovação de todo o grupo.
• Discordar construtivamente: Criticas são sempre construtivas quando feitas com critério. Criticar é saudável, mas há pessoas que concordam com tudo só para terem o trabalho de analisar o assunto; há outras que não desejam se expor nem se comprometer.
• Construir idéias: uma ideia pode ser ampliada ou modificada através de discussões e acordos e, assim, resultar numa ação conjunta.
III - FASES DO
TRABALHO EM EQUIPE.
• Abordagem: o profissional deve saber como
encaminhar qualquer questão no ambiente de trabalho, seja para sugerir
mudanças, seja para criticar ou elogiar os serviços ou os colegas. O
profissional precisa aprender a apresentar suas idéias no momento certo, de
maneira a estabelecer relações pessoas construtivas.
• Conversa: Tendo conhecimento profundo da situação e dos objetivos que pretende alcançar numa conversa (numa reunião, num momento de decisão, na hora de resolver um problema), o membro da equipe deve apresentar uma argumentação que justifique suas opiniões, idéias e sugestões. È preciso fugir da tentação de falar demais se não tem o que dizer, tampouco deve deixar de falar por receio de se expor ou de não agradar.
• Superação de objeções: nesta fase do trabalho em equipe, ocorre a avaliação das sugestões e propostas apresentadas. Os parceiros de trabalho contrapõem argumentos e posteriormente avaliam as sugestões e as propostas apresentadas.
• Acordo: ultrapassada a fase dos debates entre os membros de uma equipe e a apresentação do ponto de vista de cada um, o profissional precisa ter o espírito de corporação e procurar chegar a um consenso com os colegas. Lembramos que consenso não implica, necessariamente, unanimidade; ele leva em conta as posições de todas as partes interessadas na conciliação das opiniões conflitantes.
• Re-abordagem: abrir possibilidades para um assunto ser reabordado pela equipe de trabalho é acreditar na possibilidade de se chegar a um acordo, a um consenso. A Reabordagem confirma que o trabalho em equipe eficaz é o resultado do cultivo permanente da idéia do "nós". Ela pressupõe a possibilidade de rever posições ou decisões tomadas, a partir do momento que um fato novo ou numa reflexão mais profunda aponte para uma solução melhor.
IV - O LIDER E A
RELAÇÃO DE PODER NA EQUIPE.
Engana-se quem pensa que ter poder
e ter força, é mandar, ordenar, dar, instruções, oprimir. Ter poder é ter
capacidade de exercer influencia ter poder é provocar mudanças no comportamento
ou nas atitudes de outro individuo. Lembre-se de como a televisão e a imprensa
são poderosas. Podemos dizer que, em toda organização, há pelo menos dois tipos
de poder: O Poder Institucional e o Poder da Influência.
O poder institucional também
conhecido como o poder legítimo ou a autoridade formal baseia-se no entendimento
de que pessoas e grupos específicos, devido à posição que ocupam na
instituição, têm o direito de exercer influencia – como no caso de empresas que
nomeiam supervisores, gerentes, diretores.
No poder institucional o
subordinado obedece por obrigação, mesmo se não reconhece a autoridade de quem
lhe comanda.
Já o poder de influencia não
depende do exercício de cargos formais. Ao contrario, ele é o poder concedido
pelos influenciados e envolve admiração, aceitação e prestigio pelo
reconhecimento da competência. Quando por exemplo, fazemos o que um médico
manda, estamos concordando com seu poder de influencia.
Esse tipo de poder tem por
base a seguinte crença: Quem influencia tem alguma competência relevante ou um
conhecimento especial que o influenciado não possui.
Autor: Luiz Santos
Disponível em: http://www.artigonal.com/recursos-humanos-artigos/trabalho-em-equipe-fator-da-qualidade-518820.html

Vale a pena conferir essas dicas pra um bom resultado dos trabalhos em equipe.
ResponderExcluirConcordo com o primeiro comentario, vaçe mesmo a pena conferir essas dicas. Agradavel a leitura desse artigo.
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